Geriatria. Nutrologia. Ortomolecular.

Incontinência urinária: orientações e cuidados

A incontinência e a infecção urinária são ocorrências comuns no processo de envelhecimento, sendo motivos de grande constrangimento na maioria das vezes. É importante que se analise a razão para a ocorrência da perda involuntária de urina, pois muitas vezes, o problema é reversível e o tratamento é simples. Problemas motores, como dificuldade para caminhar, dores e rigidez de articulações, medo de cair, banheiro muito distante, são fatores que podem contribuir para perda de urina, que muitas vezes é confundida com incontinência urinária (perda involuntária de urina). É preciso sempre se atentar para os fatores citados, porque, se presentes, o problema pode significar uma falsa incontinência (pseudoincontinência), neste caso, reversível. Como solução, basta para isso, criar condições que facilitem o acesso ao banheiro, para que a pessoa chegue até lá com segurança.
Sugere-se também que, no dia a dia, observem-se os sinais de infecção urinária: como baixo volume urinário, mesmo com oferta adequada de líquidos; dificuldade para urinar (disúria); sensação de queimação à micção (ardor ao urinar); urina concentrada (escura) com odor fétido, mudanças súbitas de comportamento. E diante de qualquer um destes sinais ou sintomas, contatar um médico.
Orientação e cuidados:
– Nas trocas de fraldas, sempre observe as condições da pele e mucosas. Verifique se há assaduras, presença de manchas brancas, avermelhadas, secreções, sangramento, etc.
– Troque peças íntimas com frequência para evitar que fiquem molhadas, não esqueça que a acidez da urina pode provocar coceiras, assaduras e lesões na pele;
– Providencie para que, a cada troca, seja realizada uma higiene íntima completa, ou seja, deve-se lavar a região dos genitais com água e sabonete neutro. Não use talco na região de genitais, água e sabonete são suficientes. E não se esqueça de, após a micção ou evacuação, não utilizar o papel higiênico de trás para frente é de extrema importância, pois impede que haja uma contaminação fecal gerada pela ascensão uretral de bactérias presentes na flora intestinal;
– Pessoas que têm uma dieta adequada e saudável costumam ter seus hábitos intestinais regulares. Assim, é muito fácil controlar a evacuação, mesmo naqueles que apresentam incontinência fecal, basta para isso, observar seu horário habitual e conduzi-lo ao banheiro com antecedência;
– Em casos de pessoas que tem demência, a agitação, a irritação e a alteração de humor, muitas vezes significam que a fralda precisa ser trocada. Dessa forma, é comum ver pacientes rasgando e arrancando a fralda que os está incomodando.
By | 2018-10-18T10:28:58+00:00 12/09/2017|Dúvidas e Informações, Geriatria|0 Comentários

Sobre o Autor:

Yara Dantas

Deixar Um Comentário